O Boavista deu entrada de um requerimento para adiar por um mês o encerramento da atividade, previsto para 31 de outubro. O pedido, apresentado na quinta-feira, foi subscrito pelos credores hipotecários e pelos credores que representam a Câmara Municipal do Porto, revelou o presidente do clube, Rui Garrido Pereira.
«Há um princípio de vontade de todos para chegar a um entendimento com vista à recuperação do clube», afirmou o dirigente, sem adiantar pormenores sobre os termos do requerimento ou os passos seguintes.
O objetivo passa por ganhar tempo para encontrar uma solução viável, depois de a maioria dos credores ter rejeitado o plano de recuperação apresentado pela direção, a 7 de outubro.
Entretanto, os principais credores transferiram cerca de 720 mil euros para a conta da massa insolvente, montante destinado a assegurar o pagamento integral das dívidas a trabalhadores e antigos funcionários. A Comissão de Trabalhadores saudou a transferência, considerando-a um passo importante para resolver uma questão que se arrastava há cerca de 20 anos.
O processo continua a gerar contestação entre os associados, com críticas à direção liderada por Rui Garrido Pereira. A associação Panteras Negras já solicitou a convocação urgente de uma assembleia geral, na qual pretende discutir o processo de insolvência e a destituição dos órgãos sociais.
O Boavista, que acumulava dívidas superiores a 150 milhões de euros, viu a liquidação aprovada em setembro de 2025, mas o tribunal autorizou posteriormente a continuação da atividade, mediante o cumprimento de condições financeiras.
Panteras Negras pedem AG urgente para destituir a direção do BoavistaAdministradora da insolvência critica postura da Direção do BoavistaFim de linha: Boavista encerra a atividade no final de outubro