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De volta ao país após 20 anos, Robbie Williams quer 'viver o Brasil de verdade’ pela primeira vez

O cantor Robbie Williams Jason Hetherington/Divulgação Robbie Williams voltará ao Brasil para um show único em São Paulo no dia 13 de outubro, no Allianz P...

De volta ao país após 20 anos, Robbie Williams quer 'viver o Brasil de verdade’ pela primeira vez
De volta ao país após 20 anos, Robbie Williams quer 'viver o Brasil de verdade’ pela primeira vez (Foto: Reprodução)

O cantor Robbie Williams Jason Hetherington/Divulgação Robbie Williams voltará ao Brasil para um show único em São Paulo no dia 13 de outubro, no Allianz Parque. E o cantor viverá a experiência de estar no país “como se fosse a primeira vez”. Isso porque o popstar veio ao Brasil pela primeira vez duas décadas 20 anos. Mais precisamente para um show na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, no dia 18 de outubro de 2006. Em entrevista ao g1, ao lembrar da sua vista, ele descreve uma passagem sem nenhum momento marcante. “Eu não vivenciei nada além do hotel e uma viagem de avião”, resume. Agora no g1 Naquele momento, Robbie Williams vinha ao Brasil com a turnê “Close Encounters”, que misturava seus principais sucessos com alguns singles do seu trabalho mais recente, “Intensive Care”. Uma das grandes estrelas do mundo da música, Williams vivia tempos sombrios em 2006. Problemas psicológicos e relação tóxica com álcool e com drogas eram temas centrais na sua vida fora dos palcos. “Foi uma época muito estranha para mim. Eu era o personagem principal de um filme que todo o mundo estava assistindo. O personagem principal, nesse caso, tinha problemas de saúde mental, medo, uma ansiedade muito alta, e problemas de dependência”, explica. “Tentar compreender o que estava acontecendo com a minha vida naquela época específica era aterrorizante. E divertido. E também um pouco traumático.” Aliás, boa parte desses problemas estão presentes na ótima cinebiografia “Better Man” (2024), onde o personagem principal (sim, Robbie Williams) é interpretado por um macaco. Agora, aos 52 anos, vivendo uma fase "pai de família" onde a música ocupa um espaço de trabalho formal, mas com maior liberdade, o cantor volta ao Brasil querendo viver a experiência de conhecer melhor o nosso povo. Bairrista, com direito a tatuagem em homenagem a Stoke-On-Trent, pequena cidade de cerca de 250 mil habitantes no Oeste da Inglaterra, ele diz que fazer sucesso em outro continente é "como fazer sucesso em Marte". E, ao responder sobre o que mais tem curiosidade de experienciar no Brasil, ele foge dos clichês caipirinha, samba e futebol (esporte que ele é fã) com uma frase meio clichê. “O Brasil é um país místico para o resto do planeta, existe um sentimento especial pelo brasileiro, pelo seu povo, que não é comum. Vocês acertaram muito no branding", conta. “Quero vivenciar as pessoas, como é a sensação de ser brasileiro, a sensação de curtir os brasileiros em geral. Estou ansioso por isso.” Robbie Williams, o troll Em 16 de janeiro de 2026, pegando o mundo de surpresa, Robbie Williams lançou "Britpop". O nome chama a atenção pela referência ao movimento musical histórico entre os britânicos dos anos 1990, principalmente pelas bandas Oasis e Blur. Mas, na verdade, Robbie Williams estava só trollando uma galera com o nome. "Eu escolhi esse nome porque eu sou britânico e porque faço música pop", disse ao g1, fechando a cara e ficando em silêncio por cerca de 10 segundos antes de seguir com a resposta. "Eu também quis fazer uma zoeira, porque eu não fazia parte do movimento britpop lá nos anos 1990. E, naquela época, ninguém queria ser envolvido com esse movimento. Então, aproveitei pra zoar uma galera que acredita que eu não posso estar associado a algo como o britpop hoje". O cantor tem um ponto. Lá nos anos 1990, ele e seu grupo, o "Take That", estavam mais para uma boyband de pop eletrônico. Em "Britpop", Robbie Williams se jogou de vez e se aproximou do rock dos seus "colegas", os irmãos Gallagher, que no ano passado deram as mãos e viajaram pelo mundo em turnê com o Oasis. O álbum rendeu um grande recorde ao cantor: ele se tornou o primeiro artista a emplacar 16 álbuns no topo das paradas do Reino Unido. O recorde anterior era dos Beatles. E o que ele sente ao ouvir que superou os Beatles? "Sinto muitas coisas. Uma delas é vergonha. Eles são os Beatles e eu sou o Robbie de Stoke-on-Trent. Mas também, eu consigo respirar aliviado porque nada de ruim aconteceu no caminho. São 16 álbuns número um. O que acontece se você ficar em segundo lugar? Eu não quero descobrir." Williams conta que o novo trabalho lhe deu uma oportunidade musical de trabalhar com referências que ele gostaria de ter usado lá nos anos 1990 - mas não conseguiu aproveitar nenhuma delas com o Take That. "Eu estava numa boyband com meus 16 anos. Ao meu redor, a galera estava fazendo música com guitarra, o oposto do que acontecia comigo. Se eu pego algo emprestado daquela época, é apenas a lembrança do que gostava musicalmente.” Falando na década de 1990, o cantor repete frequentemente em entrevistas que aquela época foi um último grande período de inovação cultural, incluindo na música. Ao falar sobre sua visão da década passada, ele inicia a resposta mencionando a falta de atenção das pessoas atualmente. “Nos anos 90, havia tempo para respirar. Algo acontecia, nós aceitávamos e depois vivíamos com aquilo. E hoje em dia, algo acontece e, um segundo depois, outra coisa acontece. Agora tudo é baseado em dopamina de um segundo para o outro. Não sei se essa era a sua pergunta, mas essa é a minha resposta”. A pergunta era sobre isso, mas a resposta tem um ponto “escondido”. E que ele decide não abordar na entrevista. Robbie e a esposa, Ayda Field, são ativistas por restrições do governo do Reino Unido com relação ao uso de redes sociais por crianças. A campanha “raise the age” (ou aumente a idade, na tradução literal) pede para que as autoridades locais cobrem as plataformas para um novo limite de idade de acesso às redes - passando para 16 anos. O casal tem quatro filhos entre 12 e seis anos e, obviamente, é diretamente afetado por um dos principais problemas tecnológicos do século XXI.